sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O exemplo da Vale

Site Em Dia Com A Cidadania:

O exemplo da Vale

ANDREI BASTOS*

Até hoje tem gente que não acredita que, em 20 de julho de 1969, o americano Neil Armstrong pisou na Lua. “Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”, disse Armstrong para o planeta Terra.

Entre os pequenos passos do homem e os grandes saltos da humanidade, no mundo da Lua ou no mundo em que vivemos, as caminhadas pela conquista de direitos são longas e exigem muita perseverança e discernimento.

Discernimento é a chave que abre as portas da inclusão social dos segmentos excluídos pelo preconceito e pela discriminação. Quem acreditava que pudéssemos ir à Lua antes da viagem da Apollo 11? Assim como um astronauta superou limites comuns a todos os homens, todos os homens são capazes de superar seus próprios limites.

Mais do que acreditar, entender essa possibilidade é o que pode revolucionar os conceitos de civilização e construir um mundo de oportunidades iguais para a diversidade humana. E este mundo onde todos serão iguais, mesmo sendo diferentes, já está sendo construído, tanto pelos que sempre lutaram por direitos como pela sociedade em geral.

Atualmente, as demonstrações mais significativas deste processo, irreversível, estão sendo apresentadas por grandes empresas que, muito além de simplesmente cumprirem uma lei de cotas, desenvolvem novas culturas internas e irradiam para a sociedade a idéia concreta da inclusão.

Entre essas empresas, a Vale se destaca pelo gigantismo, da empresa e da proposta de inclusão, e pelos desafios que muitos dos seus postos de trabalho representam para serem ocupados por profissionais com deficiência. Mas já faz tempo que o homem pisou na Lua, deixando tudo mais fácil.

Acompanhando os avanços tecnológicos, as idéias que dominam a atualidade demonstram, e defendem, tanto a irreversibilidade do mundo acessível como a capacidade de cada homem superar seus próprios limites e se apresentar como a única pessoa capaz de dizer até onde pode ir.

Por mais inusitado que pareça, se a tecnologia ou o indivíduo viabilizam a ocupação de um posto de trabalho encarado como de difícil acesso e operação até por quem não tem deficiência, a última palavra deve ser do deficiente, que tem direito à oportunidade de provar que é capaz.

As potencialidades físicas, sensoriais e intelectuais diferem entre todos os homens e, muitas vezes, uma aptidão surge quando se supera uma limitação. É com este entendimento que os deficientes querem ser incluídos no mercado de trabalho, seja operando guindastes gigantescos, seja desenvolvendo complexas operações científicas em computadores.

A Vale dá o exemplo na grande abrangência do seu processo de inclusão, capaz de deixar sua marca na comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência deste ano, este 3 de dezembro. A sociedade brasileira, por sua vez, se prepara para dar um grande salto e fazer com que muitos homens e mulheres com deficiência dêem pequenos ou largos passos nos portos de exportação de minérios, nos escritórios dos centros urbanos, nas minas, nas estradas de ferro. Está na hora de as pessoas com deficiência pisarem esses chãos.

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ANDREI BASTOS é jornalista e integra a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Empregos para pessoas com deficiência

Assistente II (Análise de Crédito e Cobrança)

- Ensino Superior (completo ou cursando), sendo desejáveis cursos de Administração, Economia ou Contabilidade;
- Experiência em atendimento ao cliente (telefônico, pessoal, virtual);
- Experiência em análise de crédito (pessoas física e jurídica - SPC, Serasa), atualização de informações cadastrais, negociação de dívidas;
- Desejável conhecimento na ferramenta SAP;
- Pacote Office (principalmente Excel e internet);
- Importante saber trabalhar em equipe, ter equilíbrio emocional (trabalhará sob pressão), capacidade de organização e análise de processos, bom relacionamento interpessoal e ser proativo.

Analista de Suporte (TI) - Desenvolvedor Jr.

- Ensino Superior completo em Análise de Sistemas;
- Inglês intermediário;
- Pacote Office (nível avançado);
- Softwares: Java, JavaScript, Usabilidade, HTML, XML, SQL, Linux, Oracle, ASP e outros (conhecimento em, no mínimo, 3 softwares);
- Importante saber trabalhar em equipe, ter equilíbrio emocional (trabalhará sob pressão), capacidade de organização e análise de processos, bom relacionamento interpessoal e ser proativo.


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Mais informações: (21) 3553-8045 (Soluções Sustentáveis)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Teatro com atores cegos

Release:
Alunos da Uerj produzem documentário sobre grupo de teatro do Instituto Benjamin Constant

Atividades artísticas como instrumento para melhorar a vida de pessoas com algum tipo de deficiência: essa foi a ideia que motivou quatro alunos da Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) a produzir o documentário ‘Arte na Deficiência: O pior cego é o que não quer ver’, sobre o Grupo de Teatro Gente (GTG), do Instituto Benjamin Constant. O grupo é formado por atores cegos e de baixa visão, já realizou mais de 20 peças e recebeu diversos prêmios.

“O projeto começou nas aulas do sétimo período, quando tivemos que produzir um documentário. Surgiu então ideia de abordar a importância de atividades artísticas para a melhoria da autoestima de pessoas com deficiência. Decidimos acompanhar o trabalho do Grupo de Teatro Gente, com atores do Benjamin Constant, e descobrimos histórias de vida fascinantes”, explica Carolina Pessôa, diretora do filme.

Participaram do documentário Manuel dos Anjos, ator e realizador do projeto ‘Comer e Beber sem Ver’, no qual as pessoas são convidadas a fazer degustação com os olhos vendados; Lúcia Telles, atriz, cantora e compositora; e Rose Queiroz, ex-atriz do GTG e artista plástica, criadora da técnica ‘Olhos nas Mãos’, na qual uma pessoa desenvolve uma máscara em argila, com os olhos vendados, sendo auxiliado por um deficiente visual.

O documentário foi apresentado na universidade e pode ser visto também no Youtube, no link:
http://www.youtube.com/watch?v=4tj87dHQ_B4
Mais informações sobre o projeto pelo e-mail:
carolinapessoa.jornal@gmail.com

Sinopse:
Arte na Deficiência: O pior cego é o que não quer ver
O documentário aborda o potencial de atividades artísticas como instrumentos para melhorar a vida de pessoas com algum tipo de deficiência. O foco do filme é Grupo de Teatro Gente, formado por atores cegos ou de baixa visão, do Instituto Benjamin Constant. A partir do contato com esse grupo surgiram três personagens fascinantes: Manuel dos Anjos, Lúcia Telles e Rose Queiroz, que deram verdadeiras lições de vida.

Ficha Técnica:
Direção, produção e entrevistas: Carolina Pessôa
Câmeras: Layse Ventura e Wedis Martins
Offs: Anatália Jacuru
Roteiro e edição: Anatália Jacuru, Carolina Pessôa, Layse Ventura e Wedis Martins

Onde assistir: http://www.youtube.com/watch?v=4tj87dHQ_B4

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

OAB recolhe donativos para vítimas das enchentes

A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ESTÁ RECOLHENDO DONATIVOS PARA SEREM DISTRIBUIDOS ENTRE AS VÍTIMAS DAS ENCHENTES DO NOSSO ESTADO.

ROUPAS, COBERTORES, UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS, BRINQUEDOS, ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS, ENLATADOS, LEITE, ÁGUA, MATERIAL DE LIMPEZA E DE HIGIENE PESSOAL ETC. PODEM SER ENTREGUES NA AVENIDA MARECHAL CAMARA 210 – CENTRO (RJ)

MARGARIDA PRESSBURGER
CONSELHEIRA E PRESIDENTE DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS – OAB/RJ

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Empregos para pessoas com deficiência

35 vagas para pessoas com deficiência, com Ensino Fundamental completo, em empresa internacional da área de saúde, no Rio de Janeiro. Mais informações: (21) 3553-8045 (Soluções Sustentáveis).

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Online, On Time, Full Time, Accessible

O jornal Extra sendo impresso no Parque Gráfico da Infoglobo

Veículos de comunicação, pela sua natureza, estão antenados com o que acontece, quando e como acontece, a exemplo do acompanhamento do processo de inclusão social de pessoas com deficiência. As empresas que se formam para lhes dar suporte, necessariamente incorporam e expandem os conceitos presentes nos aspectos positivos da matéria-prima informação.

Nossa cliente Infoglobo, que publica os jornais O Globo, Extra e Expresso, com os sites Globo e Extra e a Agência O Globo, diz em seu site que “tem o dever de apurar o fato, oferecendo aos seus leitores a informação mais completa, sempre com a preocupação de adequar a linguagem ao público a que se destina” e que “tem muito orgulho desse papel e trabalha com o compromisso de levar jornalismo sério e isento à população”.

Com esta consciência e com a relevância que tem no mundo da Comunicação, é mais do que natural que a empresa esteja empenhada na contratação de profissionais com deficiência e, para esta ação, seu slogan bem poderia ser “Online, On Time, Full Time, Accessible”.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Feliz acaso

O Globo, Opinião, 10/11/2010:

Feliz acaso

ANDREI BASTOS

“A cidade é moderna, dizia o cego ao seu filho”, ouvimos Milton Nascimento cantar. Em todas as esquinas, da vida ou das cidades, modernas ou não, ouvimos que o mundo deve ser para todos, sem distinção de cor, credo, idade, características físicas, sensoriais ou intelectuais etc. É o mantra do politicamente correto, do que a sociedade deve construir para a cidadania.

Paradoxalmente, a modernidade, consumista, nos impõe a inversão de valores em que somos avaliados pelo que temos, ou parecemos ter, e não pelo que somos. Como fazer com que o mantra da igualdade de oportunidades vá além das políticas públicas atuais e atinja o coração das pessoas?

Este é o problema maior de quem vive o preconceito e a discriminação por ser pobre, negro, idoso, ter alguma deficiência etc. Como fazer para que olhares de espanto e comentários jocosos deixem de acontecer? Como falar aos corações das pessoas e não apenas às suas mentes?

Apesar de serem grandes conquistas, as leis e a obediência a elas não refletem o que vai pelos sentimentos, embotados pela compreensão equivocada da vida. Mais do que qualquer desrespeito a leis de cotas, de direitos civis, de acessibilidade, o que fere verdadeiramente a alma é o sorriso sarcástico diante de casais formados por brancos e negros, deficientes e não deficientes, pessoas do mesmo sexo, pobres e não pobres ou das pretensões e realizações na vida desses chamados “diferentes”.

Estamos aí para lutar, no campo da conquista de direitos, mas, acima de tudo, estamos aí para amar, no campo das relações humanas e pessoais. É com essa idéia de que “só o amor constrói” que fica fácil perceber a importância da promoção da inclusão nos primeiros anos de vida, na primeira infância.

Talvez por sofrer influência prejudicial do meio, os movimentos de emancipação dos excluídos não priorizam a infância e se dedicam à conquista de direitos de efeito aparentemente imediato. No entanto, se considerarmos que a ação focada na infância tem o poder de antecipar em gerações conquistas trabalhadas apenas no mundo dos adultos, logo entenderemos que uma política pública com tal direção pode desmitificar tal imediatismo e, o que mais importa, pode construir um novo olhar para o amor dos diferentes e uma nova forma de viver e amar.

O sonho da inclusão tem na atenção à primeira infância o passo fundamental para se tornar realidade. Nós e o cego dos versos da música de Milton e Ronaldo Bastos precisamos dizer tudo aos nossos filhos. E, ao governo que se inicia, apresenta-se a oportunidade de efetivar essa atenção que, em feliz acaso, tem tudo a ver com uma mulher na Presidência.

ANDREI BASTOS é jornalista e integra a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ.

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P.S.: Eu dedico este texto à jornalista Gleusa Santos.